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É MESMO PRECISO ENVIAR TANTOS AVISOS?

O envio de interpelações postais, cartas de cobrança ou avisos para pagamento é actualmente uma das formas mais caras de efectuar a recuperação de créditos. Por essa razão, é importante determinar o retorno do investimento.

O retorno do investimento é medido pelos pagamentos que resultam do envio dessas interpelações e pelo número de chamadas telefónicas que ocasionam. Dividindo o total de contactos telefónicos recebidos pelo número de cartas enviadas obtém o ratio de conversação gerada; dividindo o total de cartas enviadas pelo número que recebimentos que ocasionaram obtém o lucro por cada carta enviada; e dividindo o lucro gerado pelo custo, o custo efectivo de cada carta.

Qualquer estratégia de recuperação deverá ser sempre balizada pelo custo efectivo. Os resultados terão sempre que justificar o investimento. Isso leva a colocar uma outra questão: o número de cartas que são enviadas. Há quem não envie mais de 3 e há quem envie mais de 5. Tratando-se de consumidores, para quem a comunicação postal é mais utilizada, têm sido utilizadas até 5 avisos. Cada uma das cartas tem um objectivo específico.

O primeiro aviso tem sobretudo por objectivo validar o crédito. Durante um período correspondente a 30 dias pode não ser enviada uma segunda.
O segundo aviso assume-se como um pedido firme de pagamento, mas, ao mesmo tempo com o sentido de identificar qualquer problema relacionado com a capacidade de pagamento e abrindo a possibilidade para o resolver. Pode demorar mais 30 dias até que seja enviada.
O terceiro aviso tem como principal objectivo obter um contacto para sanar qualquer questão ou marcar uma reunião com o cliente. Não deve ser enviada muito para além dos 100 dias.
O quarto aviso menciona as consequências do não pagamento. Deve ser enviada no limite dos 120 dias.
O quinto aviso sumariza as anteriores e por vezes é mesmo um aviso legal assinado por um advogado. É o fim da linha e remete para o envio do processo para recuperação judicial com todos os inconvenientes que daí possam surgir.

Em qualquer das situações há que medir quer a taxa de eficácia, quer a taxa de retorno/devolução. A taxa de eficácia permite relacionar a estratégia com o custo e os resultados obtidos. A taxa de retorno, por sua vez, permite inferir o grau de desactualização da informação recolhida para elaboração da factura, assim como o risco que a conta oferece.

Provavelmente não faz sentido enviar tantas avisos.

MENSAGENS POPULARES

DESCONTOS DE PRONTO PAGAMENTO

Um desconto de pronto pagamento é uma oferta de uma percentagem a descontar no preço final de um bem vendido ou de um serviço prestado feita por um fornecedor a um seu cliente. O montante do desconto oferecido poderá ser de 3%, 5% ou mesmo 10%. Parece simples mas poderá tornar-se complicado.

Se os descontos forem feitos depois da emissão da fatura poderá haver um problema. A fatura é emitida sob condição de pagamento imediato. Se o pagamento não é de facto feito, existe uma oferta sem qualquer contrapartida, se o for, a fatura com desconto de pronto pagamento poderá constituir um quebra cabeças fiscal. Idealmente e como forma de estímulo, a Administração Fiscal poderia considerar para efeitos de IVA apenas o valor do desconto. Mas isso não acontece em Portugal. Mesmo em países do Norte da Europa onde essa possibilidade existe, como em Inglaterra, a dificuldade de controlo provavelmente não justifica a medida.

Existem alternativas que podem ser interessantes. Por exemplo, nas vendas av…

CERTIDÕES DE INCOBRABILIDADE

Uma certidão de incobrabilidade é um documento emitido por um Agente de Execução destinado ao credor, com vista a regularização do IVA ou possibilitar o registo como perda para efeitos de IRC.

A certidão de incobrabilidade é emitida após inclusão do devedor na lista pública de execuções. Isso acontece após o decurso de um processo de execução em que não são encontrados bens penhoráveis ou no âmbito de um procedimento judicial pré-executivo. Este último procedimento destina-se sobretudo a pressionar o devedor para pagar, evitando uma ação executiva. Se o devedor não pagar ou não celebrar um acordo de pagamento, será incluído na lista pública de execuções.

A lista de pública de execuções é uma base de dados de acesso universal, disponibilizada na Internet, com dados sobre execuções frustradas. Nessa base de dados, são identificadas pessoas ou empresas que tenham sido alvo de processo executivo por existência de dívidas, mas cujas execuções respetivas tenham terminado por inexistência …

Estratégia de recuperação

Controlar, acelerar o pagamento e responsabilizar com o mínimo de custos, eis os ingredientes secretos de uma estratégia de recuperação bem sucedida.

A operação de recuperação é a disposição de um plano composto pela sequência de ações cronológicas e calendarizadas para realizar a politica de crédito e recuperação. As ações em causa assentam sobretudo em estratégias de comunicação e negociação informadas pelos princípios do controlo, celeridade, responsabilidade e custo.

CONTROLO: Controlar em recuperação é domesticar o risco de incobrável ou de perda, é assegurar que o credor detém os meios para exercer pressão sobre o cliente e os exerce de facto. Esses meios são a informação e os recursos humanos e técnicos ou tecnológicos. Quando não se controla, não se exerce pressão, ou seja, permite-se que o cliente o faça.

CELERIDADE: É imprimir organização e sentido de urgência a todos os procedimentos, diligências, ações e comportamentos.

RESPONSABILIDADE: É assegurar que qualquer compromiss…

O QUE É UMA INJUNÇÃO?

Uma injunção é uma providência administrativa destinada a permitir que um credor de uma prestação pecuniária acordada no âmbito de uma transacção comercial obtenha de uma forma célere (se não houver oposição) e simplificada (existe apenas um articulado) um título executivo.

O procedimento de injunção permite a um credor obter um título executivo, e este último autoriza a imediata agressão do património do devedor através de uma ação executiva.

Tem que estar em causa o incumprimento de obrigações que resultem de transacções comerciais e o devedor, poderá ser uma empresa, uma entidade pública ou uma pessoa singular, neste último caso, desde a dívida resulte do incumprimento de obrigações pecuniárias emergentes de contratos de valor não superior a 15.000,00 euros.

O mecanismo de injunção é acionado mediante um preenchimento de um formulário de injunção, depois de se pagar uma taxa de justiça. De seguida, o devedor é notificado pelo Balcão Nacional de Injunções para pagar a dívida e os ju…

LISTA PÚBLICA DE EXECUÇÕES

A Lista Pública de Execuções é hoje uma ferramenta de trabalho para tomar uma decisão de crédito, para decidir avançar ou não para contencioso, ou para poder recuperar o IVA.

A lista de pública de execuções é uma base de dados de acesso universal, disponibilizada na Internet, com dados sobre execuções frustradas. Nessa base de dados são identificadas pessoas ou empresas que tenham sido alvo de processo executivo por existência de dívidas, mas cujas execuções respetivas tenham terminado por inexistência de bens para penhorar ou em que os bens encontrados se tenham revelado insuficientes para pagar as dívidas existentes.

O objetivo de divulgação desta lista é, sobretudo, criar um elemento dissuasor do incumprimento de contratos. Tal objetivo é atingido quer pela publicidade negativa gerada pela publicação do incidente, quer com a penalização imposta a quem (em regra credores) celebrar contratos com qualquer um que conste na Lista Pública de Execuções que deixa assim de poder recuperar…