Avançar para o conteúdo principal

O QUE É UMA INJUNÇÃO?

Uma injunção é uma providência administrativa destinada a permitir que um credor de uma prestação pecuniária acordada no âmbito de uma transacção comercial obtenha de uma forma célere (se não houver oposição) e simplificada (existe apenas um articulado) um título executivo.

O procedimento de injunção permite a um credor obter um título executivo, e este último autoriza a imediata agressão do património do devedor através de uma ação executiva.

Tem que estar em causa o incumprimento de obrigações que resultem de transacções comerciais e o devedor, poderá ser uma empresa, uma entidade pública ou uma pessoa singular, neste último caso, desde a dívida resulte do incumprimento de obrigações pecuniárias emergentes de contratos de valor não superior a 15.000,00 euros.

O mecanismo de injunção é acionado mediante um preenchimento de um formulário de injunção, depois de se pagar uma taxa de justiça. De seguida, o devedor é notificado pelo Balcão Nacional de Injunções para pagar a dívida e os juros. Se não pagar nem responder no prazo de 15 dias, é atribuída força executiva à injunção.

O devedor tem a possibilidade de apresentar a sua defesa, deduzindo oposição e pagando, após a distribuição do processo, a respectiva taxa de justiça.

Havendo oposição e sendo a mesma admitida, o Juiz ordena a notificação dos intervenientes, credor e devedor, da data da audiência de discussão e julgamento a realizar nos próximos 30 dias.

A sentença que venha a ser proferida terá força de título executivo, caso condene no pagamento.
Caso não condene o réu/requerido é absolvido do pedido feito pelo credor.

Referências: Art. 7.º e seguintes do Regime dos Procedimentos a que se refere o artigo 1º. do Decreto-Lei 269/98, de 1 de setembro, Decreto-lei 32/2013 de 7 de fevereiro e Decreto-lei n.º 62/2013, de 10 de maio.

MENSAGENS POPULARES

CERTIDÕES DE INCOBRABILIDADE

Uma certidão de incobrabilidade é um documento emitido por um Agente de Execução destinado ao credor, com vista a regularização do IVA, ou a possibilidade de considerar como perda o crédito para efeitos de IRC.

A certidão de incobrabilidade é emitida após inclusão do devedor na lista pública de execuções. Isso acontece após o decurso de um processo de execução em que não são encontrados bens penhoráveis ou no âmbito de um procedimento judicial pré-executivo. Este último procedimento destina-se sobretudo a pressionar o devedor para pagar, evitando uma ação executiva. Se o devedor não pagar ou não celebrar um acordo de pagamento, será incluído na lista pública de execuções.

A lista de pública de execuções é uma base de dados de acesso universal, disponibilizada na Internet, com dados sobre execuções frustradas. Nessa base de dados, são identificadas pessoas ou empresas que tenham sido alvo de processo executivo por existência de dívidas, mas cujas execuções respetivas tenham terminado…

DESCONTOS DE PRONTO PAGAMENTO

Um desconto de pronto pagamento é uma oferta de uma percentagem a descontar no preço final de um bem vendido ou de um serviço prestado feita por um fornecedor a um seu cliente. O montante do desconto oferecido poderá ser de 3%, 5% ou mesmo 10%. Parece simples mas poderá tornar-se complicado.

Se os descontos forem feitos depois da emissão da fatura poderá haver um problema. A fatura é emitida sob condição de pagamento imediato. Se o pagamento não é de facto feito, existe uma oferta sem qualquer contrapartida, se o for, a fatura com desconto de pronto pagamento poderá constituir um quebra cabeças fiscal. Idealmente e como forma de estímulo, a Administração Fiscal poderia considerar para efeitos de IVA apenas o valor do desconto. Mas isso não acontece em Portugal. Mesmo em países do Norte da Europa onde essa possibilidade existe, como em Inglaterra, a dificuldade de controlo provavelmente não justifica a medida.

Existem alternativas que podem ser interessantes. Por exemplo, nas vendas av…

O QUE ACONTECE SE O CREDOR NÃO RECLAMAR O SEU CRÉDITO NUM P.E.R.?

Se um credor não reclamar o seu crédito no Processo Especial de Revitalização (PER) isso não determina que tenha perdido o direito de pedir o seu pagamento.

Caso o plano de revitalização da devedora não venha a ser aprovado pelos credores ou homologado pelo Juíz, e a insolvência venha a ser declarada, poderá sempre reclamar no âmbito do processo insolvência que se segue e nos prazos legais.

Se o plano de revitalização vier a ser aprovado pelos credores e homogado pelo Juíz, os créditos que não se encontrem contemplados de forma expressa, não são afectados. Isso quer dizer que poderão ser discutidos em sede própria, ou seja, uma ação declarativa ou executiva.

Caso esses créditos sejam exigíveis o credor poderá fazer forçar o seu cumprimento, designamente através de uma ação executiva.

AS VANTAGENS DE UM ACORDO DE PAGAMENTO

Em recuperação de crédito o fim da negociação é o pagamento ou um acordo de pagamento. Negociação é fazer concessões. Em recuperação de crédito todas as concessões passam por perder tempo ou dinheiro. Perde-se tempo quando aceitamos que o pagamento possa ser feito de forma faseada. Perde-se dinheiro quando aceitamos o pagamento imediato em troca de perdão de juros, despesas ou mesmo capital. Em situações extremas, em nome da certeza e segurança aceitamos mesmo perder ambos tempo e dinheiro. Mais vale perder tempo e dinheiro que perder o controlo. Uma forma de não perder ou recuperar o controlo é através de um acordo de pagamento. Sabemos que perdemos o controlo quando o devedor paga quando quiser o que quiser, independentemente de ser muito ou pouco pressionado. A forma de recuperar o controlo é tornar as prestações certas e periódicas. É por isso que se diz que vale mais um mau acordo que uma boa demanda.